Arquivos | janeiro, 2011

Meu romance

15 jan

O meu esforço de trazer você pra mais perto é diário, contínuo. É minha rotina querer que você faça parte de mim. Eu invento planos, fico mirabolando sonhos, encontros, conversas marcadas. Quase sonho acordada. Não consigo explicar o porquê desse desejo constante de me aproximar. A ideia que eu talvez tenha plantada em minha mente é que eu levaria vida ao seu coração quase novo, mas já muito cansado. Compartilho as mesmas angústias, as mesmas mágoas e, muitas vezes, até o jeito difícil de ser. Mas o meu jeito difícil não é por medo ou por resguardo, é por loucura, por insensatez. É por uma sede louca, desvairada de querer viver tudo de uma só vez. E eu me invento e reinvento a fim de acabar com o meu tédio. A fim de levar você para a minha monotonia de extremos. Você é meu romance ultrapassado tentando dar uma de moderninho, mas os meus dias só têm passado. E esse romance usa e abusa e não cansa da minha imaginação: a cada sentimento novo, uma nova desconstrução. Mas a minha imaginação se perde no seu misto de 80′s and 90′s e uma pitada de mau humor. Não existe melhor descrição de você. Essa juventude escassa, esse espírito de velho em excesso. O melhor e o pior de você é o que a sua presença me traz: inúmeros tipos de sensações que, sem perceber, transformam-se em poesia. As palavras se alinham de maneira mágica quando você está aqui. E essa minha composição é testemunha e prova de que um dia meu esforço valerá a pena.

Ecos

4 jan

Decidi compor o rumo que as palavras tem quando você está diante de mim. Não é só o excesso de tristeza ou a enorme calmaria que você me passa. É um conjunto… Seu perfume, seu cabelo, seu olhar. Eu queria descrever como isso entra em mim e invade e domina e  me tira os pés do chão. A areia que moldava a nossa forma, a água que batia nos nossos pés. Era como se eu estivesse deitada em estrelas, por mais que, naquele dia, elas não estivessem presentes em nosso céu. Querubim… Calma, tem gente na praia. Olha só os dois caras olhando. O que, você tá de carona? Ecos e mais ecos do que eu poderia facilmente resumir o meu universo, naquele momento, em versos. Eu me perco entre a minha imaginação, na qual reprisam os momentos que passamos juntos. Só de pensar que foi por um impulso que, naquela festa, sabe-se Deus porque, eu te chamei pra dançar. Como se você dançasse. Ali, naquele momento, minha criatividade se fez, mergulhada no seu jeito, digamos, diferente de ser. Poesia? Fernando Pessoa. Música? Los hermanos. Seu nome gravado pra sempre na minha memória. Eu estava incrédula, diante de uma paisagem que eu jurava que fazia parte. Relembrando o nosso primeiro encontro, há 5 anos atrás, eu quase me deixo acreditar que você me mostrou que eu era um peixe de oceano vivendo em um aquário. Mente fresca, cabeça aberta porém, mãos atadas diante de sonhos tão incríveis, tão exóticos. Sonhos que nem todo mundo sonha. Foram 5 anos que passaram e quem seria o anormal de não mudar? O anormal que não estaria diferente? “Todo mundo que é normal, muda”. Não eram essas as tuas palavras? E eu, por mim, estava incrivelmente diferente. Talvez você estivesse também, mas eu não consegui te decifrar por completo. Isso foi o que mais me incomodou e me instigou. Isso é o que me mantém presa. Presa à vontade de dizer que meus olhos procuram você, que os meus olhos querem você. Sem parar. Eu estou acorrentada à essa vontade de ouvir a sua voz meio rouca, meio bêbada. Eu estou sonhando acordada, com você batendo em minha porta, me fazendo viver novamente. Eu sei que eu não sei nada do que se passa em sua mente. Eu sei que não faço a menor ideia de tudo, mas eu não me importo. Isso torna ainda mais poderoso o baque que você me faz sentir. Está a chegar o momento em que eu vou conhecer, dublar e adorar cada milímetro seu. Enquanto eu espero, vou descrevendo você de maneiras diferentes, de todas as cores, em mim.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.