O meu esforço de trazer você pra mais perto é diário, contínuo. É minha rotina querer que você faça parte de mim. Eu invento planos, fico mirabolando sonhos, encontros, conversas marcadas. Quase sonho acordada. Não consigo explicar o porquê desse desejo constante de me aproximar. A ideia que eu talvez tenha plantada em minha mente é que eu levaria vida ao seu coração quase novo, mas já muito cansado. Compartilho as mesmas angústias, as mesmas mágoas e, muitas vezes, até o jeito difícil de ser. Mas o meu jeito difícil não é por medo ou por resguardo, é por loucura, por insensatez. É por uma sede louca, desvairada de querer viver tudo de uma só vez. E eu me invento e reinvento a fim de acabar com o meu tédio. A fim de levar você para a minha monotonia de extremos. Você é meu romance ultrapassado tentando dar uma de moderninho, mas os meus dias só têm passado. E esse romance usa e abusa e não cansa da minha imaginação: a cada sentimento novo, uma nova desconstrução. Mas a minha imaginação se perde no seu misto de 80′s and 90′s e uma pitada de mau humor. Não existe melhor descrição de você. Essa juventude escassa, esse espírito de velho em excesso. O melhor e o pior de você é o que a sua presença me traz: inúmeros tipos de sensações que, sem perceber, transformam-se em poesia. As palavras se alinham de maneira mágica quando você está aqui. E essa minha composição é testemunha e prova de que um dia meu esforço valerá a pena.
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